Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Mediaçao Parental aprende-se

Numa altura em que “está a ser feito um esforço de inclusão digital dos mais novos, de modo alargado, a famílias com poucos recursos, é importante ter presente que muitos pais não usam ainda o computador ou a Internet e que podem ter dificuldade em entender a informação online”, defende, em declarações ao VER, a coordenadora nacional de um estudo do EU Kids Online, cujas conclusões foram apresentadas na última Sexta-feira, em Lisboa
POR GABRIELA COSTA

São cada vez mais, e mais novas, as crianças portuguesas que utilizam a Internet, mas são poucos os pais que as acompanham. Assinalando o final da primeira fase de implementação, o projecto EU Kids Online, que reuniu em Portugal investigadores, académicos e decisores políticos, conclui que, atendendo à tenra idade destes jovens e ao facto de acederem mais à Web do que os seus progenitores, não estão a ser desenvolvidas estratégias de mediação parental adequadas à sua protecção face aos riscos inerentes à utilização da Internet.



Toda a noticia

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Uma Ilha na Lua

William Blake. (1996)Uma Ilha na Lua Lisboa:Antígona.


" O alargamento progressivo do horário e do tempo de escolaridade (incluindo a cada vez mais precoce pré-escolarização das crianças), assim como do horário e do tempo de ver televisão correspondem, de certo modo, a uma vigilãncia e programação total da educação das crianças, amestradas desde pequenas no papel de alunos atentos e consumidores responsáveis (...)
in prefácio
Manuel Portela

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Vale a pena aprender ingles no lº Ciclo EB?

Será que valeria a pena incluir o estudo do inglês no currículo, como defendem pais e sindicatos de professores, já que as escolas têm obrigatoriamente de oferecer esta língua como AEC?

- A aprendizagem de uma segunda língua - a ser obrigatória - deve fazer parte do currículo.

Apesar de as escolas terem de oferecer inglês no primeiro ciclo, a sua frequência é facultativa. Será que uma criança que chega ao quinto ano e volta a ter as primeiras noções de inglês, juntamente com outras que nunca tiveram não se desmotiva?

- Nesta fase da vida, as crianças devem aprender uma segunda língua sobretudo falando e não aprendendo gramática ou sintaxe. A aprendizagem de uma língua estrangeira (uma segunda língua) deve ser feita, ou deve ser aprendida como se aprendeu a língua materna e não com programas que impliquem conteúdos muito escolarizados. A aprendizagem informal e que parte da vontade das crianças é vantajosa e não interfere com nenhum programa curricular, muito pelo contrário.
As crianças pequenas aprendem uma ou mais línguas com muita facilidade, desde que tenham essa possibilidade. Neste sentido, dar oportunidade a que as crianças possam estar num ambiente onde se aprende naturalmente uma língua é vantajoso. Aliás, muitas crianças aprendem inglês cantando ou ouvindo “bonecos” dos desenhos animados na TV.

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Aprendiz de Utopias

No país de Salazar
José Pacheco| 2009-06-03

Razão tinha Ivan Illich quando disse haver quem medisse o seu êxito pelo fracasso dos demais. Também na Educação, a ignorância é condimento da sanha destrutiva contra qualquer projecto que escape à mediocridade reinante. A Escola da Ponte que o diga...

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TPC a mais, brincadeira a menos

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EDUCARE.pt
O Portal da Educação
Segunda-feira, 8 de Junho de 200

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

As criança como autoras

Reflexão sobre a experiência de de participação na elaboração de um Jornal Escolar
Joana Santos, Angela Vieira, Vãnia Garrido, Rute Teixeira e Cristiana Nogueira

" Pensamos que se é bom englobar o mundo dos adultos no Jornal da escola, também era bom ver o mundo das crianças nos jornais dos adultos. Lemos noticias do que acontece às crianças (morreu não sei onde, tem insucesso, etc), mas não das coisas que interessam de facto às crianças e muito menos do seu ponto de vista. Muitas vezes não tem matéria que nos interesse, são muito superficiais, não têm nada de realmente importante. Nós estamos esquecidos nos meios de comunicação social e quando somos lembrados é para dizerem que não prestamos... para dizer mal"

Diálogos sobre o vivido
Humberto Lopes e Maria José Araújo
2004 - Revista Educação Sociedade e Culturas


texto completo

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Crianças e Jovens em Noticia

Crianças e Jovens em Notícia
Cristina Ponte (org)
2009 - Livros Horizonte

Os textos que compõem este livro correspondem às actas do I Seminário Internacional " Infância, Cidadania e Jornalismo". Sao textos que traduzem as preocupações de um conjunto de investigadores sobre as tendências e enquadramentos jornalísticos acerca das problemáticas da infância.

Apresentação 8 de Junho, às 18 horas, no Museu da Cidade, em Lisboa.

O Dia Mundial da Crianças na Escola EB1 JI do Cerco do Porto


















Muita alegria, muita festa, muita brincadeira e sobretudo uma grande felicidade.

Domingo, 31 de Maio de 2009

1 de Junho Dia Mundial da Criança



Pela sua imaturidade bio-social e dependência dos adultos, as crianças têm, nas nossas cidades, direitos limitados: não podem correr à vontade, gritar, escrever nas paredes, saltar, cantar alto, fazer barulho, pendurar-se nos espaços exteriores, subir às árvores, saltitar, nem sequer esconder-se dos adultos para pensar, quando estes não as entendem.
Os lugares de brincadeira e esconderijo, lugares que estimulam a exploração e a transgressão de todo o tipo de limites, possibilitando formas de transformar o mundo, estão em extinção nos grandes centros urbanos. As crianças, submetidas a pressões educativas, pragmáticas e intelectuais excessivas, “rebentam” pelo comportamento.

Hoje é dia de lembrar que é preciso criar condições para que brincar seja considerada uma actividade séria e absolutamente necessária para as crianças. Um direito fundamental.

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

O meu filho gosta de fazer TPC

"O meu filho gosta de fazer os TPC e eu gosto que ele faça pois é uma maneira de ver como ele se vai desenvolvendo "

Comentário de um anónimo.

Escola a Tempo Inteiro


Uma medida a pensar nos pais ou nas crianças?

A questão é muito simples:
1 - quando o pai e a mãe trabalham “Onde ficam as crianças”?
2 -quando pensamos na escola de que lado estamos? Da escola ou das crianças?

Em relação à primeira questão - é inegável que é uma medida socialmente útil e muito apoiada pelos pais e encarregados de educação, mas não por todos.
O horário da escola não serve a todos os pais porque muitos trabalham até às 19h. Alguns pais continuam a preferir outras soluções para os seus educandos (o ATL ou outras instituições educativas ou até a casa dos avós), porque consideram que é muito tempo para as crianças estarem num mesmo ambiente educativo; porque preferem que as crianças frequentem outro tipo de actividades ou simplesmente não têm opinião sobre o assunto.


Em relação à segunda questão : A resposta é mais complexa uma vez que a Escola estar aberta todo o dia pode ser excelente, se houver condições físicas e humanas para garantir o seu funcionamento.
No entanto, se as crianças estiverem todo o dia (8 a 9 h) num ambiente semelhante (normalmente é a sala de aula), marcadamente organizado em função de pressupostos educativos e sociais que secundarizam (para não dizer desprezam) os seus aspectos vitais e lúdicos, isso não é nada interessante para as crianças é aliás prejudicial, como todos bem sabemos. Se os aspectos escolares forem centrais na organização diária do seu tempo, é evidente que será necessário inverter a situação protegendo a liberdade das crianças que têm, em primeiro lugar e sobretudo, de brincar e organizar as suas brincadeiras. É urgente respeitar o brincar das crianças e reabilitar o sentido da actividade lúdica, pois o brincar é um comportamento que permite o conhecimento de si próprio, do mundo físico e social e dos sistemas de comunicação, o que poderá levar a considerar a actividade lúdica como intimamente relacionada com o desenvolvimento da criança.

Não se trata, propriamente, de colocar em causa a necessidade de ter a Escola aberta todo o dia ou até às 17h30, mas de precisar as práticas diárias, as actividades que lá se fazem com as crianças. É preciso garantir actividades de qualidade que vão ao encontro dos seus interesses.
Pelo trabalho que tenho feito noto que existe uma postura de vigilância sobre esse tempo das crianças e jovens, propondo soluções que vivem de uma certa ambiguidade entre aquilo que é aceite como socialmente correcto – aulas de inglês, ateliers, em regra escolares, entre outras actividades diferenciadas – e uma certa vontade de temperar e regular a autonomia das crianças. De facto, os adultos querem as crianças ocupadas e esquecem-se que as crianças que frequentam o lº ciclo são crianças muito pequenas, que estiveram toda a manhã ou toda a tarde a “trabalhar” na sala de aula, cumprindo o seu ofício de estudantes, e que precisam de descansar. É fundamental que descansem.
Os adultos têm de começar a acreditar que as crianças se sabem muito bem entreter a si próprias e que precisam somente que lhes seja criado o ambiente e as condições para que o possam fazer em segurança.
Apesar de considerar que há actividades muito interessantes e que algumas crianças, sobretudo as que vivem em ambientes social e culturalmente mais empobrecidos podem não ter outras oportunidades, considero que é justamente por não terem outras oportunidades que essas actividades lhes devem ser proporcionadas por profissionais com formação adequada e sobretudo formação pedagógica.



Quanto às Actividades de Enriquecimento Curricular, Se a principal razão da sua existência parece ser consolidar aprendizagens, o carácter repetitivo dos trabalhos escolares tal como o conhecemos não contribui para aumentar o seu interesse. Poder-se-á pedir a uma criança que passou várias horas na sala de aula com tarefas escolares, marcadamente de desenvolvimento intelectual, que as vá continuar no horário pós-escolar
Poder-se-á pedir a todas as crianças da mesma forma o mesmo tipo de trabalho diário após o horário escolar?

Estas medidas não podem partir só das necessidades dos pais têm de partir das necessidades e da felicidade das próprias crianças. Para que não se corra o risco de acabar de uma vez por todas com a infância.

Estas são algumas das imensas questões que se levantam hoje com esta medida.


A autoridade não se impõe, conquista-se